Desafio 2050

O Brasil possui uma posição de destaque no novo cenário de negócios proposto para a sustentabilidade.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, ele ocupa o primeiro lugar dentre os países detentores de megadiversidade: possui entre 15 e 20% do total de espécies da Terra; dispõe da flora de maior diversidade, com 20 a 22% do número total de espécies de plantas; conta com cerca de 10% dos anfíbios e mamíferos; e possui 17% das aves do planeta.

A futuróloga inglesa Hazel Henderson cita no seu livro Além da Globalização que “hoje, o Brasil e toda a América Latina têm a oportunidade histórica de abrir um novo caminho para o desenvolvimento humano equitativo e sustentável e de liderar a ofensiva para a transformação da industrialização primitiva, dando um salto sobre os modelos insustentáveis do passado”.

Compartilhando de idéias semelhantes, o professor Ignacy Sachs, ecosocioeconomista polonês radicado na França e que viveu alguns anos no Brasil, prevê que o país será o líder da biocivilização, “uma civilização que vai tentar fazer o melhor uso possível dos produtos derivados da biomassa”.

A razão é que o país “tem um território que é um continente, está abençoado com a maior biodiversidade do mundo, tem uma boa dotação de recursos hídricos, com exceção do Polígono das Secas, e o sol é e sempre será eterno. Portanto, é uma série de vantagens comparativas naturais, às quais se agrega a existência de uma pesquisa agronômica e biológica das mais importantes, sobretudo uma competência indiscutível na agricultura tropical. O Brasil é a principal potência mundial em matéria de agricultura tropical”.

Analisando estas perspectivas, fica aqui o Desafio 2050: se o Brasil reúne tantos fatores favoráveis para a sustentabilidade, que tal fazermos com que o selo “Made in Brazil” seja o mais prestigiado selo do mundo para serviços e produtos? Note bem: não é o mais cobiçado, não é o mais valorizado, é o mais prestigiado.

Que tal mostrarmos ao mundo que o Brasil tem condições de promover um outro tipo de desenvolvimento, baseado no justo, no viável e no vivível?

Fontes

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Disponível em: www.mma.gov.br/port/sbf/chm/. Acesso em 30 Out. 04.

HENDERSON, Hazel. Além da Globalização. São Paulo: Cultrix; Amana-Key, 2003. 184 p. p. 14.

INSTITUTO ETHOS DE EMPRESAS E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Ignacy Sachs diz por que o Brasil será o país líder da biocivilização. 19 Mai. 2008. Disponível em: http://www.ethos.org.br/DesktopDefault.aspx?TabID=3345&Lang=pt-B&Alias=Ethos&itemNotID=8750. Acesso em: 01 Jun. 08.